Efeito Chicote

Efeito Chicote

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FACULDADE NOSSA CIDADE
MARKETING
TURMA: 3º SEMESTRE PERÍODO: NOTURNO
LUIZ FELIPE DA SILVA
EFEITO CHICOTE

Carapicuíba – SP
Abril/2015

LUIZ FELIPE DA SILVA

EFEITO CHICOTE

Carapicuíba – SP
Abril/2015
ÍNDICE

Introdução
Diante do quadro de fortalecimento político, econômico e cultural brasileiro no cenário internacional dos últimos anos,nota-se um maior interesse em questões que envolvam o que é conhecido como estilo de vida brasileiro. O consumo de produtos que traduzem “o nacional” cresceu interna e externamente, e tanto o Estado Brasileiro quanto a iniciativa privada endossaram essa ideia.
Percebemos a união dessas duas esferas para promoção da identidade brasileira através de meios midiáticos, fazendo uso especialmente domarketing em todas as suas formas. Essa promoção tem grande importância para o desenvolvimento tanto da economia quanto da política nacional, tendo em vista a construção de uma imagem de um país forte, estável e próspero – é a realização de marketing público interferindo diretamente na política externa brasileira.

Efeito Chicote
Inicialmente considerado um mal necessário, ainda é difícil saberse o conceito de SCM tem como um de seus objetivos combater esse fenômeno ou se foi através do SCM que ele foi identificado e que suas causas começaram a ser estudadas, há 50 anos por Forrester (daí o efeito chicote também ser chamado de Efeito Forrester). O que é importante é o fato de que esse efeito causa prejuízos às empresas, uma vez que ocorre sobre a expectativa de demanda, o que influenciatoda a estrutura das empresas de uma cadeia.
O efeito chicote é resultado da discrepância entre a demanda real e a prevista, unida à intenção das empresas alinharem sua oferta a essa demanda, sem deixar de atendê-la. Desta forma, as empresas, por não possuírem a informação correta de seus clientes, buscam se proteger e garantir o nível de atendimento através do aumento do nível de estoques parauma possível variação nesta demanda.
Havaianas
As sandálias Havaianas, tradicional produto da Alpargatas que é praticamente um símbolo do Brasil, implanta solução de VMI visando auxiliar seus distribuidores a afinar seu processo de compra, aumentando a visibilidade e a disponibilidade dos produtos nas lojas. Embora seja ainda um piloto implantado em três clientes, os resultados são surpreendentese revelam todo o potencial da solução, que a empresa já pensa em passar para seus demais canais de distribuição no Brasil e no exterior.
Havaianas, todo mundo usa. Neste caso, o slogan não é um exagero, já que a tradicional sandália lançada há 43 anos pela São Paulo Alpargatas vende 150 milhões de pares por ano, chega a 250 mil pontos de venda em todo o Brasil e a consumidores de 62 países. Asandália é tão tradicional que já chegou a fazer parte da cesta básica brasileira, com os preços controlados pelo governo.
Nos últimos anos, graças a uma eficiente campanha de remodelagem da imagem da marca, as Havaianas passaram de um produto de consumo popular para uma categoria fashion, ganhando novas linhas e modelos, novos consumidores e oportunidades de uso, sem, contudo, esquecer seu mercadotradicional.
O caso
Acompanhar o crescimento não foi fácil. São 4.800 SKUs para administrar e a cada ano uma nova coleção é lançada. A marca sofre com os tradicionais problemas da logística para o varejo, ou seja, falta de produtos nas lojas ou excesso de estoque nos canais de distribuição e no próprio fabricante.
Pensando numa solução para este problema, a empresa iniciou, em 2005, umprojeto-piloto de VMI (Vendor Managed Inventory, ou estoque gerenciado pelo vendedor), utilizando uma solução da Xplan Business Solutions, fornecedora de soluções de supply chain intelligence e serviços especializados.
As Havaianas trabalham com quatro grandes grupos de clientes para atender ao mercado final: os atacadistas, os distribuidores regionais, o autosserviço e o varejo – que reúne o varejo…